ATACAREJO

ATACADO + VAREJO

Atacarejo

Substantivo masculino (neologismo)

Forma de comércio que mistura atacado —de venda de mercadorias em grandes ou médias partidas; comércio grossista ou por grosso— com varejo —tipo de comércio no qual a venda é feita diretamente ao comprador final, e não ao intermediário; venda de mercadorias em pequenas porções ou quantidades. A modalidade não é recente, mas hoje está se disseminando de forma mais amiúde. A palavra é um acrônimo que une sílabas de atacado mais varejo.

Eu vou sempre em lojas de atacarejo; é nelas que compro mais barato.



Formato que mistura vantagens do atacado e do varejo atrai consumidores da Classe A Eles já respondem por mais de 50% das vendas. "Atacarejo" cresce até 25% ao ano

Carolina Mansur

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2013/09/11/internas_economia,447625/formato-que-mistura-vantagens-do-atacado-e-do-varejo-atrai-consumidores-da-classe-a.shtml

Diante de um cenário econômico adverso, o varejo se reinventa para lidar com consumidores mais cautelosos. O chamado "atacarejo", por sua vez, desponta como boa alternativa, já que uma de suas principais características é a venda no varejo pelo preço no atacado. O modelo de negócio, que ganhou parte do comércio da capital mineira, segue crescendo. De lá para cá, mesmo com os indicadores econômicos flutuando, as empresas apresentam crescimento nas vendas que variam de 7% a 25%. Além do setor supermercadista, que inaugurou o formato, lojas de utensílios domésticos, autopeças e até papelarias se rendem ao conceito criado nos Estados Unidos, migrando, inclusive, para regiões mais nobres da capital.

A escolha pode ser justificada pelos números. Segundo pesquisa da Nielsen, encomendada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), entre os consumidores dos atacarejos, a maioria é das classes A/B, que respondem por 53,2% das vendas. Em segundo lugar aparece a classe C, com 42,2% dos negócios, seguida das classes D/E, com 4,6%. Para Olegário Araújo, diretor de Atendimento da Nielsen, o sucesso entre as classes mais altas pode ser justificado pelo aparecimento de lojas voltadas para esse público. "Esse é um canal democrático, que atende todos os níveis socioeconômicos", diz.

César Diniz, proprietário do Magazine Diniz, que trocou o varejo pelo "atacarejo" em junho do ano passado, mesmo diante de um cenário que considera ser de "recessão" encontrou a oportunidade de expandir seu negócio e vai abrir duas unidades na Savassi, na Região Centro-Sul de BH. A primeira loja será inaugurada em um mês, em um ponto nobre, na Avenida Getúlio Vargas com Rua Alagoas, e vai dividir o espaço com seu outro empreendimento, a Feira Show, além de um salão de beleza da rede Socila. "Enxergamos essa oportunidade porque percebemos muitas pessoas da Zona Sul vão até as nossas lojas no Centro", explica. "Na nova vamos vender produtos 30% mais baratos que qualquer outra loja de utensílios domésticos da Savassi", acrescenta.


Para sobreviver à turbulência do mercado, Diniz conta que mudou o estilo da mercadoria que vende em suas lojas, aliando a qualidade ao preço baixo. "Agora vendo o que o povo quer comprar. As pessoas não estão mais consumindo por impulso. Elas compram itens de primeira necessidade de utensílios domésticos, como lixeira para pia, e estamos investindo nisto: uma mercadoria de qualidade, mas com o preço barato", explica. Ainda de acordo com o empresário, quem não se adequar ao conceito de vender mais por menos, ou seja, ganhar no volume está fadado a não fisgar o cliente. "Ao invés de fazer promoção quero vender barato o ano inteiro. O atacarejo é uma forma de trazer o cliente", reforça.

No país, a expansão desse canal de vendas ocorre a passos largos. Os "atacarejos" crescem mais que o dobro que o atacado e o próprio varejo. De acordo com a pesquisa da Abras, só no primeiro semestre o crescimento do "atacarejo" foi de 17,5%. No mesmo período, o atacado, segundo dados da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), cresceu 3,4%. Já a alta no varejo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), foi de 3%, menor índice para o período desde 2005.

Curva ascendente

Para os próximos anos, Araújo, da Nielsen, acredita que o "atacarejo" deve manter a trajetória de expansão. "Essas empresas estão crescendo em média dos dois dígitos, o que não se vê em outros canais. Para o futuro, acreditamos em alta, numa taxa menor, mas positiva e acima da média dos outros canais", diz. Entre as causas que justificam o sucesso desse modelo de negócio está o fato de o "atacarejo" atender o pequeno comerciante, que não é visto pelos grandes distribuidores e compra em pequenas quantidades, mas também os consumidores que descobriram o canal como opção de economia.

Além de migrar para regiões nobres, outro efeito do "atacarejo" é a expansão para outros setores. Eduardo Caputo, sócio-proprietário da Auto-R Autopeças, optou pelo formato há um ano e registrou crescimento de 7% nas vendas desde então. O projeto piloto foi adotado inicialmente na loja da Avenida Pedro II, mas deve ser expandido para as demais unidades da rede em dois anos. "Em função das dificuldades do comércio chegamos a um momento onde tivemos que repensar o negócio", lembra. Ele explica que o sucesso do negócio se dá pelo fato de conseguir vender pelo preço do atacado com as vantagens do varejo.

"Oferecemos atendimento personalizado, variedade de itens em estoque e flexibilização de pagamentos", garante Caputo. O preço, principal atrativo, chega mais baixo aos consumidores, pelo fato de a cadeia de distribuição ser "quebrada" e parte dos custos ficarem pelo caminho. "Se antes as peças passavam pela fábrica, distribuidores, autopeças e mecânicos, agora negociamos direto com a fábrica, reduzindo os custos", diz. Os descontos podem ser obtidos pelos clientes a partir da segunda unidade comprada, que chega a ter uma diferença que varia de 10% a 30%, de acordo com o produto, na comparação com o preço cobrado no varejo comum.

Um negócio puxa o outro
O acréscimo da receita do "atacarejo" elevou ainda o faturamento do setor de autosserviço (supermercados e hipermercados) de R$ 243 bilhões para R$ 286,2 bilhões. Isso significa que só o "atacarejo" respondeu por R$ 43 bilhões do faturamento do segmento em 2012. De acordo com a Nielsen, 40% do crescimento do "atacarejo" é resultado de ganho de mercado e, desse total, algo em torno de 74% foi conquistado de outros formatos do autosserviço.

No Mart Minas, que vive um momento de pleno crescimento, o gerente comercial e de Marketing, Filipe Martins, conta que o sistema funciona de forma confortável para o consumidor, e que para comprar não é preciso um cartão específico da loja. "Aceitamos cartão de crédito, vendemos produtos fracionados e temos estacionamento", destaca. Entre os públicos atendidos, além do consumidor convencional, estão padarias, lanchonetes, bares, restaurantes e hotéis. O preço, de acordo com Martins, chega a ser de 10% a 15% mais barato, se comparado com varejo comum.

Ainda de acordo com o gerente, com base nos resultados de 2012, a empresa vai dobrar de tamanho até o fim de 2014. "Este ano já inauguramos mais uma loja no em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, outra em Contagem, no Bairro São Joaquim, e vamos abrir unidades em Patos de Minas, Alfenas, Ituiutaba e Pouso Alegre. Para o ano que vem, serão mais cinco lojas", conta. (CM)

 

Consumidores tomam lugar de comerciantes em lojas de ‘atacarejo’

Não é bem um 'atacado' nem apenas um 'varejo'. É um 'atacarejo'. Uma loja que atende pequenos comerciantes e donas de casa.

Atrás de preços mais baixos, os consumidores tiraram o lugar dos comerciantes. E já são maioria num tipo de loja que vende produtos em grandes - ou em pequenas quantidades.

Como se chama um mercado que vende em grandes quantidades? Caixas, pacotes fechados. Mas onde os clientes também podem colocar no carrinho só o que precisam.

Não é bem um 'atacado' nem apenas um 'varejo'. É um 'atacarejo'. Uma loja que atende pequenos comerciantes e donas de casa.

Uma rede de São Paulo - que só vendia em quantidades grandes - descobriu que abrir as caixas era um ótimo negócio.

“Havia demanda também pela compra em unidade e a rede passou também a oferecer o produto, além da caixa fechada em unidade direto a consumidor final", diz o presidente da rede, Belmiro Gomes.

O movimento das 60 lojas cresceu 32% no ano passado. Por um motivo muito claro.

"Na verdade, a gente está vindo atrás de economia”, conta a assistente Vanessa Marcondes.

Esse tipo de loja consegue vender mais barato porque compra em grandes quantidades e negocia o valor das mercadorias com as fábricas e também porque corta os próprios custos. Os atacarejos não têm serviços de padaria ou açougue, não têm empacotadores - só os clientes que embalam as compras. Aqui não existe luxo. E tem muita gente que não se importa com isso.

"Não, eu vou pra fazer as compras, o que interessa é o bolso”, revela Jorge Silbeberg, engenheiro.

Toda oferta ajuda. Leve três e pague dois, embalagem tamanho família.

"Comprando nessa quantidade sai mais em conta do que comprar em vasilhas menores", explica Ana Flavia Pagliusi, dentista.

E quase todo produto tem dois preços. Com desconto é para quem levar uma dúzia.

"Se você colocar dez 10 centavos ao longo do tempo, no prazo, mês, 30 dias no ano, você estará economizando um bom dinheiro", calcula o comerciante Roberto Gulin.

Uma pesquisa de uma consultoria especializada em comércio varejista mostrou que um terço dos brasileiros compra em atacarejos.

"É gente de todo público, majoritariamente níveis sócio-econômico médio e baixo, mas todos os níveis sócio-econômicos se abastecem sim no canal", conta Claudio Czarnovai, analista de mercado.

Só no ano passado, quase dois milhões de famílias fizeram essa opção. Hoje foi a primeira vez da advogada Nilza.

"A gente não vem atrás de luxo, vem atrás do produto”, explica Nilza Farinazzo.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/03/consumidores-tomam-lugar-de-comerciantes-em-lojas-de-atacarejo.html


'Atacarejo' chega ao Centro de Belo Horizonte
Conceito de vender no varejo a preços de atacado, usado pelos supermercados, é adotado por magazine na capital

Paulo Henrique Lobato -

Publicação: 24/05/2012 06:00 Atualização: 24/05/2012 07:29

Belo Horizonte terá sua primeira rede fora do setor supermercadista a adotar o conceito “atacarejo”, que surgiu nos Estados Unidos e no qual uma das principais características é a venda no varejo pelo preço de atacado. A “novidade” vai ser adotada, em  1º de junho, pela mineira Magazine Diniz, especializada em utilidades para o lar e com seis unidades na capital. A medida será acompanhada de perto pelas empresas de porte semelhante, pois a decisão da Magazine Diniz, de trocar o mercado de varejo pelo de “atacarejo”, pode ser a senha de que este conceito não é uma tendência apenas do ramo de supermercados. De qualquer forma, quem ganha é o consumidor.
 

Já Cesar Diniz, dono da magazine, e outros empresários do varejo que decidam seguir sua estratégia precisam ficar atentos à cartilha do “atacarejo”. Afinal, apesar de o conceito importado da terra do Tio Sam reduzir o custo dos comerciantes, uma vez que outra característica do sistema é transformar áreas de estoque em espaços de vendas, o “atacarejo” exige boa reserva financeira. Vale lembrar que a margem de lucro no atacado é menor do que no varejo.

“É uma tendência que reduz custo com operações, pois (uma das características) do ‘atacarejo’ é o conceito cash & carry (pague e leve). Você não trabalha com empacotadores, sacolas e as prateleiras são básicas. Além disso, transforma áreas de estoque em espaço de vendas. Mas é preciso uma gestão eficiente. Do contrário, a empresa pode quebrar. A margem de lucro (por exemplo) é baixa”, reforça Renato Bergamini, professor de disciplinas das áreas de gestão e marketing da Faculdade de Tecnologia do Comércio (Fatec), braço educacional da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

O dono da Diniz Magazine, porém, não pensa nessa última alternativa: “Acredito que o volume de vendas, que em 2011 subiu 18% acima do apurado em 2010, vai crescer de 50% a 70% em 2012”. O mercado de atacarejo chegou ao Brasil, no início da década passada, importado por grandes grupos de supermercados. Um dos motivos que levou esse setor a investir na estratégia é o aumento do poder financeiro das famílias brasileiras de baixa renda. Várias pesquisas recentes mostram que as classes D e E estão comprando bem mais do que há alguns anos.

Planejamento

César Diniz garante que se preparou durante um ano para adotar o novo conceito. Fundada há quatro anos, a rede mineira montada por ele sempre negociou preços no varejo. “Fizemos um planejamento, contratamos uma empresa para pesquisar o perfil de nossa clientela. Enfim, nos preparamos para este momento”, acrescentou o empresário, que lida com comércio há duas décadas: “Fui importador e tive lojas de R$ 1,99”. Uma das conclusões que Diniz chegou para adotar o atacarejo foi a necessidade de renegociar prazo e preço com a indústria. Em contrapartida, explica, garantiu aos fornecedores que comprará mercadorias em maior quantidade.

“Isso vai possibilitar a redução boa dos preços. Por exemplo, uma garrafa da marca Tritec, que hoje vendo a R$ 15,98, vai custar R$ 10,98 (queda de 32%). Em média, o consumidor pagará 40% a menos nas mercadorias.” A operadora de caixa Glécia Moreira, de 26, não esperou o início do novo conceito da Magazine Diniz e comprou uma dessas garrafas por R$ 15,98. Ainda assim, ela se disse satisfeita com o preço. E explicou o porquê: “Trabalho num shopping para as classes A e B da Região Centro-Sul da capital, onde o mesmo produto não sai por menos de R$ 30”, comparou Glécia, que aproveitou o horário de folga para dar um pulinho na unidade da rede na Rua Rio de Janeiro.

Quem também passou por lá foi a corretora de seguros Ana Paula Ribeiro, de 38, que trabalha num escritório do Hipercentro. Ela torce para que o novo conceito adotado pela rede seja uma tendência no comércio da capital. “O consumidor fará uma economia boa. Então, torço para que outras empresas do setor também reduzam os preços.”

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2012/05/24/internas_economia,296119/atacarejo-chega-ao-centro-de-belo-horizonte.shtml


Brasileiros compram nos ‘atacarejos’ em busca de mais economia

No Brasil, com a inflação em alta, muita gente busca soluções para economizar. Uma delas é fazer compras nos “atacarejos”. Já ouviu falar disso? São atacadões que permitem também a compra em pequenas quantidades.

Essa tática pode compensar em muitos casos e não é preciso comprar em grandes quantidades. Esses atacados já vendem produtos por unidade, igual às lojas de varejo. Tanto que já ganharam esse apelido de “atacarejo”. O Bom Dia Brasil pediu ajuda a um economista para saber de quanto – e em quais produtos – pode ser a economia.

Preços de atacado nas compras a varejo – lojas antes consideradas exclusivas dos comerciantes são agora as preferidas de muitos consumidores na hora de fazer as compras de mês para casa. “No atacadão o preço cai mais”, diz uma senhora. “A gente aproveita. Quando eu venho já compro que dure bastante”, comenta outra senhora.

O consumidor não precisa levar grandes volumes de cada mercadoria. Só tem de ficar atento às regras de pagamento. Algumas lojas só aceitam dinheiro e cartão de débito, outras só trabalham com cartão de crédito para determinados produtos e, na maioria, cheques só sob consulta.

O economista Cândido Ferreira Filho fez um levantamento dos principais produtos da cesta básica vendidos nos “atacarejos” e comparou o preço deles com o dos supermercados, de acordo com o Dieese. O primeiro deles foi o arroz tipo 1, um saco de cinco quilos.

“O preço médio do pacote de cinco quilos de arroz no varejo está em torno de R$ 9,90. No atacadão nós vamos encontrar produtos por até R$ 7, chegando a estar 40% inferior ao preço que nós encontramos no varejo”, afirma o economista Cândido Ferreira.

A farinha de trigo foi encontrada por um preço 30% menor. O açúcar custa no “atacarejo” 9% menos e o feijão do tipo carioca foi o que apresentou a maior variação. “Nós chegamos a encontrar diferenças que chegam até 60%”, calcula o economista Cândido Ferreira.

Em média, os consumidores gastam 20% menos fazendo as compras nos atacadões. Se considerar o custo com uma cesta básica, que é de R$ 250, no fim de um ano a economia é de R$ 600. Isso significa ganhar mais de dois meses de compras ou um 14° salário mínimo.

Só não espere ganhar sacolinhas de plástico para levar as compras para casa. Se quiser, só pagando. “Consegui umas caixas e hoje foi bom que estava tudo prático, tudo pertinho”, disse uma dona de casa.

O preço mais atrativo dos produtos vendidos no “atacarejo” é resultado de vários fatores, entre eles a simplicidade das lojas, sem enfeites e com prateleiras básicas. Algumas lojas não oferecem sacolinhas, o que acaba sendo até bom para o meio ambiente.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/01/brasileiros-compram-nos-atacarejos-em-busca-de-mais-economia.html


'Atacarejo' em expansão impulsiona comércio atacadista

 
PEDRO SOARES

Enquanto o comércio varejista empregava mais pessoas em todo o país em 2009, o atacado gerava um volume maior de receitas. O ramo foi impulsionado, em parte, pelo modelo de "atacarejo", em expansão no país e que conjuga vendas tanto para revendedores como para clientes pessoa física.

Segundo a Pesquisa Anual de Comércio do IBGE, divulgada nesta quarta-feira, o varejo era composto por 1,2 milhão de empresas (79,4% do total no Brasil) e registrou R$ 661,1 bilhões de receita operacional líquida (41,9% do total) em 2009. Cerca de 6,46 milhões de pessoas estavam empregadas em varejistas --73,4% do total.

Já o comércio atacadista possuía 158,7 mil empresas --ou 10,8% do total. O setor registrou R$ 677,8 bilhões de receita operacional líquida, o que correspondeu a 43% do total. Segundo o IBGE, 1,47 milhão de pessoas estavam ocupadas nas empresas atacadistas --16,9% do total.

O IBGE pesquisou ainda o comércio de veículos. O setor obteve, em 2009, receita operacional líquida de R$ 238,5 bilhões (15,1% do total), era constituído por 143,5 mil empresas (9,8% do total) e empregava 855,5 mil pessoas --9,7% do total.

Pelos dados do instituto, as 1,47 milhão de empresas comerciais em funcionamento dos três ramos ocupavam 8,8 milhões de pessoas e geraram R$ 1,6 trilhão de receita. Juntas, pagaram R$ 95,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

De 2008 para 2009, o pessoal ocupado cresceu 8% e o número de empresas avançou 4,6%.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/936463-atacarejo-em-expansao-impulsiona-comercio-atacadista.shtml


Entendendo o Crescimento dos “Atacarejos” no Brasil

Durante muito tempo, nos acostumamos a entender as grandes diferenças entre dois Canais de Marketing Distintos: O Atacado e o Varejo.

 
Segundo a teoria de Marketing, a classificação de canal denominada Atacado, tem como característica a venda de produtos em grande quantidade, e tem como Cliente Primário os lojistas ou pequenos varejistas que se utilizam dos atacadistas para adquirir e posteriormente distribuir aos consumidores finais.

 
Já os varejistas, segundo a mesma teoria de Marketing, são aqueles que têm a responsabilidade de ser o último elo dentro da Cadeia de Suprimentos e Distribuição (ultimamente muitos executivos e acadêmicos utilizam o termo “Rede de Empresas”, para denominar a Cadeia de Suprimentos e Distribuição), dos Fabricantes, que distribuem seus produtos utilizando-se de todos os Canais existentes, entre eles os principais são o Atacado e Varejo.

 
Porém com a estabilidade econômica do país, transformando o Brasil em destino de investimento das grandes redes varejistas mundiais, bem como, a consequente consolidação do mercado de varejo no Brasil nas mãos dos principais players, os atacadistas tradicionais depararam-se com a perda de muitos clientes (pequenos varejistas), que foram adquiridos pelas grandes redes. Com a perda de clientes estabelecidos e de potenciais clientes, os Atacadistas tradicionais depararam-se com a necessidade de expandir seus negócios e acabaram por aceitar também vender seus produtos em pequenas quantidades. Nasciam aí os “Atacarejos”.

 
Hoje com o número de famílias que compram nesse tipo de estabelecimento crescendo 18% em média, os Atacarejos são uma das grandes vedetes do varejo Nacional. São Lojas que continuam atraindo os antigos clientes do tempo de exclusividade da atividade Atacadista, mas que hoje atraem famílias sensíveis a preços em busca de diferenças entre 20% e 40% no ticket médio de compra.

 
Em troca dos preços baixos, clientes dos Atacarejos são cientes de que terão de abrir mão de alguns “luxos” presentes no varejo tradicional, sendo que o principal deles é o conforto. Atacarejos são montados em estruturas que se assemelham muito a galpões com produtos organizados de forma espartana, sem ar condicionado ou música ambiente e não é raro que clientes disputem espaço com grandes empilhadeiras nos corredores das lojas. Outra dificuldade de compras no Atacarejo é a localização das lojas, que muitas vezes ficam em lugares isolados ou na “contramão”, para também reduzir custos.

 
Com o cenário tão favorável para os Atacarejos, não é de se estranhar que da mesma forma que houve a consolidação do varejo tradicional, os Atacarejos também se consolidem. Na verdade isso já acontece há alguns anos, onde grandes nomes do mercado de Atacarejos viram-se envolvidos em aquisições, onde podemos destacar a compra da rede Atacadão pelo Carrefour e Assai pelo Grupo Pão de Açúcar.

 
As perguntas que deixo para que todos pensemos são: Até onde vai o Atacarejo? Estaria o Varejo tradicional precisando rever os seus conceitos?  A compra de redes de Atacarejo por grandes varejistas vai canibalizar as vendas dos supermercados tradicionais das mesmas redes?
 
Fonte: http://www.implantandomarketing.com/entendendo-o-crescimento-dos-atacarejos-no-brasil/